segunda-feira, 23 de abril de 2012

FELIPE ACABA COM A CHANCE DO FLAMENGO DE GANHAR QUALQUER COISA EM 2012

Não foi o semestre que acabou pro Flamengo. Foi o ano…

O CONTINENTE DAS OPORTUNIDADES PERDIDAS

1. O ciclo econômico na América Latina nos últimos anos tem sido positivo. Uma oportunidade que está sendo perdida e atropelada pela crise política quase generalizada e pela insegurança jurídica crescente. Na Venezuela, a imprevisibilidade é total em função do câncer terminal do presidente Chávez, cujos prazos se encurtam. A semana passada começou com a denúncia de juízes de manipulação dos tribunais e terminou com o assassinato de um general muito próximo a Chávez, sugerindo a "antecipação" da sucessão em seu grupo.

2. Na Bolívia, Evo Morales, que era líder do sindicato dos cocaleiros e, que por sua imagem, iludiu os que o pensavam como líder indígena, enfrenta, sistematicamente, há um ano, protesto crescente dos quechuas e aymaras (60% da população) em relação a suas terras. No Equador, Rafael Correa reprime a imprensa e vai tornando seu governo cada vez mais autoritário. Enfrenta as denúncias de seu próprio irmão.

3. Na Nicarágua, a eleição que reelegeu Daniel Ortega foi considerada fraudulenta pelos observadores da União Europeia. No Panamá, o presidente e magnata Martinelli, um populista de direita, enfrenta ações por atropelar as leis e desconhecer o judiciário. Na Guatemala, o novo presidente, General (R) Perez Molina, disse que não há como combater o tráfico de drogas e que é melhor liberar o tráfico das 300 toneladas anuais que passam por seu país. Em Honduras, as ocupações de terra crescem, o tráfico de drogas se expande e a oposição avança sobre a debilidade do presidente Pepe Lobo. O presidente Fulnes, de El Salvador, credenciou emissário no presídio de segurança máxima e propôs aos chefes das gangues um acordo para reduzir os homicídios.

4. Na Argentina, o vice-presidente é acusado, de forma documentada, de corrupção por tráfico de influência. A presidente Cristina Kirchner desapropriou a Repsol da Espanha e inventou um conflito com o Reino Unido pelas Ilhas Malvinas. Enquanto isso, a economia desaba. No Brasil, após o afastamento de oito ministros por denúncias da imprensa, o Congresso é estilhaçado com grampos de denúncias de corrupção no esquema conhecido como Cachoeira-Delta, abre CPI e promete sangrar na carne. No México, os cartéis de drogas tornam-se operativos armados paralelos e seus sicários matam os que criam problemas.

5. No Paraguai, o senado decidiu destituir 7 ministros da Suprema Corte, apoiados em legislação existente. Os ministros vão recorrer à OEA e o presidente Lugo aguarda o desfecho.

6. Restam Uruguai, Colômbia, Chile e Peru. No Peru, o presidente Humala -mesmo enfrentando os problemas familiares- até aqui mostra-se sensato, e seu passado chavista ainda não deu sinais de aflorar. Enfrenta problemas com os indígenas por uma lei populista que fez no início do governo, dando poder de decisão a eles em investimentos em suas regiões, o que tem bloqueado bilhões de investimentos em mineração.

7. No Chile, com suas instituições estáveis, a crise é de popularidade do presidente Peneira que se enfrenta a constantes e massivos protestos dos estudantes. No Uruguai, o presidente Mujica (ex-dirigente Tupamaro) surpreendeu pela moderação. Recentemente despertou preocupação em relação à revisão da lei de anistia e ao apoio a Cristina Kirchner. Apenas a Colômbia de Eduardo Santos é um mar de tranquilidade, com seu presidente firme contra as FARC e de popularidade crescente. Da mesma forma, Laura Chinchilla, da Costa Rica.

8. A recente reunião da Cúpula das Américas na Colômbia mostrou o marasmo político continental. E faltou Cuba, mas nem precisava lembrar a natureza desse regime.

(Ex-Blog de César Maia)

domingo, 25 de março de 2012

MÚSICA CLÁSSICA AOS DOMINGOS Nº 151: BACH

Concerto de Brandemburgo nº 3 em sol maior, BMW 1048 – Allegro - 2

sexta-feira, 23 de março de 2012

FRANCISCO ANYSIO DE OLIVEIRA PAULA FILHO E, MODESTAMENTE, EU

A TV em preto e branco, a luz da sala apagada, minha mãe tinha ido à igreja e eu deitado no sofá junto com meu pai, aos 4 anos e pouco de idade, acabando de ver as últimas cenas de "Pecado Capital" antes de começar um programa com um sujeito de mil faces. Eu não entendia nada, mas meu pai devia gostar, porque ria bastante. Eu gostava era daquelas mutações, do cara que era muitos - disso eu lembro porque me chamou muito a atenção. Vejam bem, falo de algo que aconteceu em Brasília (ai, meu Deus, onde mais?) já se vão uns 35 anos! Quer dizer que praticamente "nasci" vendo esse cara na televisão, nasci vendo seu Francisco e acabei vendo uma de suas últimas entrevistas no Estúdio J do Projac, onde gravamos sua participação imensa em "O que vi da vida". Respondendo a perguntas que ajudei a fazer. Craque não devia ter joelho. Humorista não deveria ter coração, pulmão, fígado, essas coisas que quando começam a falhar, mais atrapalham do que ajudam. Sobretudo um humorista que levava consigo mais de 200 vidas, 200 corações, 200 pulmões, 200 trejeitos... artigo raro, quiçá única no mundo. A memória vai e vem. Chico talvez não tivesse essa noção, mas ele fazia parte de minha vida. Da vida de muitos de nós. Era quase um membro da família. Muitos dizem que o Céu ficará mais alegre. Não me importo. Como ainda estou por aqui, sei que o mundo ficou mais merda. É mentira, Terta?

domingo, 18 de março de 2012

MÚSICA CLÁSSICA AOS DOMINGOS Nº 150: VIVALDI

As quatro estações - Concerto em mi maior, Opus 8, Nº 1, RV 269, A Primavera – Allegro

domingo, 11 de março de 2012

MÚSICA CLÁSSICA AOS DOMINGOS Nº 149: MOZART

Concerto para piano e orquestra nº 21, em dó maior, K. 467, "Elvira Madigan"

domingo, 4 de março de 2012

MÚSICA CLÁSSICA AOS DOMINGOS Nº 148: TCHAIKOVSKY

Concerto para piano e orquestra nº 1, em si bemol menor, Opus 25 – Allegro con fuoco

quinta-feira, 1 de março de 2012

DEMÊNCIA SEM FRONTEIRAS

A única demência verdadeira é a opcional. O sujeito insiste em tomar sorvete pela testa ou andar sobre quatro patas porque quer.

Agora, à direita, estão as manchetes do jornal a serviço da idiotia: Demência Sem Fronteiras. Algumas manchetes falam por si. Outras ironizam os comedores de capim. Por fim, há algumas que denunciam que há mesmo um complô para deixar o mundo mais imbecil, mesmo.

Divirtam-se. Ou lamentem.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

“NÃO HÁ PROBLEMA EM MATAR UM BEBÊ NO ÚTERO QUANDO…”

O vídeo acima é sim de um pastor, mas a questão religiosa só entra no final – podem até ignorá-la se quiserem. Antes, o repórter, através de perguntas simples, vai mostrando que a repetição de frases feitas e de slogans vazios abre as portas do inferno.

Acredito que este vídeo venha bem a calhar, sobretudo depois que descobrimos que, na Inglaterra, a exemplo da China, as mamãe resolvem liquidar crianças no útero porque discordam do sexo do bebê. É claro que o bicho pega pro lado das meninas. Ou seja, toda vez que uma feminista vier lançar perdigotos em cima de você dizendo que o aborto é uma “proteção à mulher” responda: “Então por que estão abortando meninas na Inglaterra simplesmente pelo fato de… serem meninas? Que raio de proteção é essa?”

A luta pela liberação total do aborto ia dar nisso. A liberdade de escolha dá à insatisfeita mamãe até o direito de eliminar o bebê cujo sexo a desagrada. Simples assim. Primeiro, o sexo da criança. Depois, bebês com Síndrome de Down, depois, bebês com qualquer outro tipo de problema. E assim caminhamos céleres para voltarmos a Esparta: tem defeito, joga do penhasco!

É o coroamento do fascismo de esquerda. Lembrando que o aborto sempre foi defendido pelos socialistas. Em sua história, foi lançada como uma política eugenista – o alvo era impedir que a população negra americana e a de imigrantes latinos aumentasse (mas disso os progressistas não gostam de falar muito). Bom, se foi lançada como um dos pilares da eugenia, está voltando a ser.

Ou se valoriza a vida por inteiro ou não. Não há espaço para relativismo aqui.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

PRIVATARIA PETISTA

Trecho do artigo de Cristiane Alkmin J. Schmidt sobre a privatização dos aeroportos, hoje, no Globo:

Para evitar erros futuros, assim, seria bom compreender questões tais como: por que empresas de peso do setor aéreo, como a Fraport, não venceram as concessões?; como uma empresa endividada, a Triunfo, arrematou Viracopos, pagando um ágio de 160%?; por que 60% das obras e 80% dos equipamentos serão financiados pelo BNDES, ou seja, por impostos dos brasileiros?; e qual a razão de o ágio total ter sido tão elevado (350%)? Deve-se à má avaliação do setor público ou à certeza do setor privado de que os contratos serão renegociados e as tarifas aumentadas, uma vez que os valores pagos, em geral, superam a capacidade de geração de caixa?

A autora faz algumas perguntas pertinentes. E prestem atenção: elas podem servir de base para certas investigações nada agradáveis a cerca da privataria petista no futuro.

FRASE “HUMANISTA” DA VEZ

"Um regime revolucionário deve descartar um certo número de indivíduos que o ameaçam, e não vejo outro meio para isso, a não ser a morte. Sair de uma prisão sempre é possível. Os revolucionários de 1793 provavelmente não mataram o suficiente".

Sartre, Jean-Paul.

DA SÉRIE “TEXTOS COM GRIFOS MEUS”: QUANDO A FARRA TAVA BOA, OS GREGOS NÃO IAM PRAS RUAS RECLAMAR DO MERCADO…

Por Carlos Alberto Sardenberg:

O mercado, os banqueiros e a União Europeia, com suas exigências de austeridade, são os culpados pelas desgraças da Grécia - tal é o entendimento que se espalha, como se fosse fato conhecido e indiscutível. Mas quais teriam sido os responsáveis pela boa vida dos gregos até a crise global de 2008/09? Se perguntarem aos manifestantes nas ruas de Atenas, eles dirão que tudo ia bem até que a crise financeira estragou tudo.

Eles têm razão num ponto - a vida de fato estava melhorando. Em 2001, por exemplo, o salário mínimo era de 5.300 euros. Em 2009, já havia alcançado 8.400 e, em 2010, já no auge da crise ainda subiu mais um pouco, para 8.600 euros. O ganho na década foi de 62%, em valores nominais. Mas a inflação no período correu na casa dos 3,5% ao ano - nível de euro - de modo que o ganho real foi expressivo.

Os salários reais na Grécia cresceram 22% naquele mesmo período. O PIB per capita saiu da casa dos US$ 20 mil dólares/ano para os 30 mil, nível de país quase desenvolvido (o Brasil, por exemplo, de renda média, tem cerca de US$ 12 mil).

Finalmente, do início do século até a eclosão da crise, a Grécia cresceu, na média, 4% ao ano.

Qual foi a causa próxima? A adesão à moeda comum, o euro, em 2001. A taxa de juros caiu rápida e fortemente, barateando o financiamento para investimentos e consumo. Crédito barato, eis o nome da coisa.

Mais que isso, a adesão ao euro foi a cereja do bolo. A Grécia aderiu à União Europeia em 1981. Era um país pobre. Enriqueceu, em boa parte por conta dos europeus mais ricos. Nessas três décadas, a Grécia recebeu uma ajuda anual da UE - na forma de financiamentos subsidiados e investimentos a fundo perdido - equivalente a pouco mais de 3% do PIB ao ano. Sempre esteve entre as nações mais favorecidas pelo sistema de transferência de renda da comunidade europeia. (Hoje, os gregos reclamam da interferência do governo europeu. Antes, apreciavam.) E cerca de 15% da economia grega vinham direto dos turistas, sobretudo da Europa.

Além disso, a Grécia sediou a Olimpíada de 2004, o que exigiu pesados investimentos em infraestrutura. Foi uma festa. E o começo da desgraça. Gastos mal feitos, obras equivocadas (instalações inúteis depois dos Jogos), atrasos e corrupção, muito dinheiro público torrado com pouca eficiência, tudo isso deixou uma herança maldita. (Atenção, Brasil.)

Não se pode dizer que a enorme dívida pública grega veio da Olimpíada. Buracos desse tamanho se constroem ao longo de muitos e muitos anos. Mas foi um sinal - os Jogos de 2004 pareciam colocar a Grécia de volta ao lugar que ocupara no passado. Foram mais uma semente da tragédia.

O que mais eles fizeram de errado? Primeiro, gastaram por conta, sem se preocupar, por exemplo, com a expansão dos investimentos. Depois, o governo, também enriquecido pelos ganhos de arrecadação, contratou muito mais gente do que precisava e foi generoso nos salários e nas aposentadorias. Amplos setores sociais foram legal e ilegalmente beneficiados.

Os armadores, por exemplo, responsáveis por mais de 6% de economia grega, estavam isentos de impostos. Diversas categorias profissionais também estavam dispensadas desse aborrecimento. E a Receita fazia vistas grossas para muitos outros. E, finalmente, o Estado manteve o controle de 40% da economia - com a ineficiência e a corrupção das entidades estatais, e o costumeiro viés favorável aos funcionários de mais alto nível.

Sim, os bancos emprestaram irresponsavelmente para o governo grego, sabe-se agora. Mas se tratava de um país associado ao euro, moeda que tinha a garantia da Alemanha e da França, não tinha? (Aliás, o novo pacote de ajuda à Grécia confirma que havia essa garantia, não é mesmo?) Além disso, o governo grego falsificou seus números e conseguiu enganar muita gente durante muito tempo.

Diz-se hoje que a Grécia, depois de dois anos de austeridade imposta pelo mercado, pelos banqueiros, pela União Europeia e pelo FMI, só piorou, o que demonstraria que a receita não presta. Entretanto, mesmo depois de receber o primeiro pacote de ajuda, o governo não cumpriu o programa prometido.

Não, a culpa não é dos mercados e de seus associados. Se estavam todos no mesmo mercado e se os países sofreram a crise de modo diferente, a explicação para essas diferenças está em casa.

E não esqueçam. O chamado mercado, o sistema capitalista global, propiciou nada menos que três décadas de expansão. Muitos países perderam a chance, outros aproveitaram. A Grécia aproveitou muito. Muito.

AGORA É MOSTRAR A BOLA QUE ENTROU!

Quem me acompanha nas redes sociais sabe que estou defencado de modo solene para o Estadual. Mas não dá pra defecar para um Vasco x Flamengo. Foi um baita jogo, não há dúvida. E, desta vez, venceu quem tem mais time. Claro que não se pode deixar de falar no lance bisonho de Deivid – que originou trocentas piadas pelo mudo a fora. (Será que o gol que ele perdeu tá no seguro?)

Agora temos uma final e depois o rame-rame de sempre com os Resendes, Olarias, Bonsucessos, essas coisas que me fazem pensar que o Estadual tinha que ser um quadrangular com os grande e ponto final. O resto é seletiva pra Série D.

Foi uma vitória com V maiúsculo, em cima de um time perigoso que só valorizou o feito cruzmaltino. Bom lembrar: o Flamengo queria tirar o “selinho” do Vasco, mas foi o Vasco quem quebrou a invencibilidade do Flamengo em estaduais.

Campeonato que segue.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O ALTO NÍVEL DO DEBATE NAS ELEIÇÕES DA VENEZUELA

- Você tem rabo de porco, orelhas de porco, grunhe como porco, você é um porco medíocre, é um porco, não se disfarce.

Hugo Chávez Frías, o sinhozinho da Venezuela, tentando dar um “pito” em Henrique Capriles, que ousou desafiá-lo no pleito de outubro. Esse “ataque de pelanca” é sintomático. O reinado pode estar acabando.

EQUADOR ESTÁ DEMOCRATIZANDO A MÍDIA NA MARRA

Os petistas devem estar morrendo de inveja! O pistoleiro Rafael Correa está engordando o seu patrimônio pessoal em 40 milhões de dólares só processando jornais. É claro que para que essa estrovenga dar certo, ele precisou nomear juízes a seu favor e aposentar os que são contra para a coisa ficar mais natural.

Este é um dos exemplos do que esses calhordas de esquerda pensam como “democratização da mídia”. Asfixiar financeiramente veículos tradicionais de comunicação, aprovar nos parlamentos acorrentados leis dúbias ou elásticas demais sobre o que é “responsabilidade” ou não da mídia. Perverter a Justiça. Colocar os “movimentu çoçiau” para intimidar jornalistas. É a tática nacional-socialista-comunista dessa galera.

Olho neles! Estão doidos para fazer isso aqui também!